Insalubridade: o que faz mal aos poucos
Ruído, calor, poeira, produtos químicos e agentes biológicos acima dos limites da NR-15. O grau é definido pela perícia: mínimo, médio ou máximo.
Insalubridade e periculosidade · Paulo Soares Advogado Trabalhista
O adicional de insalubridade é pago a quem trabalha exposto a agentes que fazem mal à saúde, e o de periculosidade a quem corre risco de vida no serviço. Quem não recebeu pode cobrar os últimos 5 anos.
Barulho, produto de limpeza forte, lixo, hospital, eletricidade, combustível ou moto: o Dr. Paulo analisa a sua função, explica como a perícia no local funciona e o que pode ser cobrado.
A insalubridade paga 10%, 20% ou 40% do salário mínimo, conforme o grau do agente nocivo (art. 192 da CLT), e a periculosidade paga 30% do salário-base de quem trabalha com eletricidade, inflamáveis, explosivos, vigilância ou moto. Os dois não se somam: vale o mais vantajoso. Quem trabalhou exposto e não recebeu pode cobrar os últimos 5 anos, em geral com perícia no local.
Entenda o serviço
São valores a mais no salário para compensar o trabalho em condições que prejudicam a saúde ou colocam a vida em risco. Os dois fazem parte da proteção à acidente, doença e trabalho de risco que a lei dá ao trabalhador.
Ruído, calor, poeira, produtos químicos e agentes biológicos acima dos limites da NR-15. O grau é definido pela perícia: mínimo, médio ou máximo.
Contato com eletricidade, inflamáveis ou explosivos, segurança patrimonial e uso de moto no trabalho, conforme a NR-16. O percentual é fixo: 30%.
O EPI só tira o direito se de fato neutraliza o risco. Não basta entregar: a empresa precisa fiscalizar o uso e trocar quando gasta.
O adicional pago com frequência entra no cálculo de férias, 13º, FGTS e horas extras. São os reflexos, cobrados junto com o adicional.
Sinais
Muita gente trabalha anos exposta sem saber que tinha direito. Estes são os sinais mais comuns.
Você trabalha exposto, mas o contracheque não mostra insalubridade nem periculosidade.
A empresa paga 10%, mas o seu trabalho pode ser de grau médio ou máximo.
Protetor auricular velho, luva rasgada ou máscara que ninguém trocava.
Manutenção, instalação ou leitura em área de risco elétrico sem o adicional de 30%.
Entregas, cobranças ou visitas de moto podem dar direito à periculosidade.
O documento que registra os riscos do seu posto não foi entregue na saída.
Passo a passo
Nos adicionais, a palavra final é de um perito técnico. Por isso o trabalho começa pela descrição exata do seu ambiente.
Pelo formulário, diga o que fazia, com que produtos ou máquinas e por quanto tempo do dia.
Prazo da lei: você cobra os últimos 5 anos, entrando até 2 anos depois de sair.
Ele compara a sua rotina com os anexos da NR-15 e da NR-16 e estima o grau possível.
Prazo: depende do caso; o Dr. Paulo explica o prazo estimado na análise.
Ele explica qual adicional pedir, como ficam as outras verbas e o que pesa na perícia.
Regra: insalubridade e periculosidade não se somam; vale o mais vantajoso.
Um engenheiro ou médico do trabalho visita o ambiente. O Dr. Paulo envia as perguntas e acompanha o laudo.
Prazo: a data da perícia depende da Vara; você é avisado assim que marcada.
Com o laudo, o caso costuma ser decidido. Muitos terminam em acordo depois da perícia.
Prazo: depende do caso; você recebe cada informação necessária assim que acontece.
Você recebe cada etapa necessária do processo pelo WhatsApp, sem precisar pedir.
Escopo
O serviço cobre o adicional e os reflexos na Justiça do Trabalho. O que fica fora é dito antes.
Custos
Os honorários são combinados caso a caso, depois da análise, de forma clara e por escrito. Aqui, a perícia técnica é o que mais pesa.
| Fator | Como influencia | Exemplo |
|---|---|---|
| Tipo de agente | Agentes medidos por aparelho pedem leitura técnica do laudo | Lixo urbano, ou ruído e calor medidos no posto |
| Ambiente ainda existe | Empresa fechada ou posto modificado exige outras provas | Perícia no próprio local, ou prova por testemunhas e PPP |
| Tempo de exposição | Mais anos aumentam o cálculo e os reflexos | Um ano de contrato, ou cinco anos na mesma função |
| Pedidos somados | Doença causada pelo mesmo agente acrescenta a perícia médica | Só o adicional, ou adicional e perda auditiva |
Na maioria dos casos, a análise inicial não tem custo. Se houver, você é informado antes.
Com justiça gratuita, a União paga o perito, você não paga custas e os honorários do advogado da empresa ficam suspensos por 2 anos. Veja se você vai pagar alguma coisa no seu caso.
Guia dos adicionais
O grau não depende do cargo, e sim do agente e da exposição real. A tabela mostra exemplos comuns, que sempre dependem da perícia para serem confirmados.
Os exemplos são frequentes no comércio, na saúde, na cozinha e no campo. No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.
| Adicional | Percentual | Sobre o quê | Exemplos de função |
|---|---|---|---|
| Insalubridade, grau mínimo | 10% | Salário mínimo | Algumas exposições a poeira ou produtos de menor risco |
| Insalubridade, grau médio | 20% | Salário mínimo | Ruído acima do limite, calor de cozinha industrial, contato com pacientes |
| Insalubridade, grau máximo | 40% | Salário mínimo | Coleta de lixo urbano, limpeza de banheiros de grande circulação, isolamento hospitalar |
| Periculosidade | 30% | Salário-base | Eletricistas, frentistas, vigilantes, motoboys |
A lista detalhada, função por função, está em os graus de insalubridade. Para os casos de risco de vida, veja quem tem direito ao adicional de periculosidade.
A perícia é obrigatória para o juiz decidir o adicional. Saber como ela anda ajuda você a contribuir.
O juiz escolhe um engenheiro ou médico do trabalho e as partes enviam as perguntas que ele deve responder.
O perito vai ao local, com aviso às partes. Você pode acompanhar e mostrar como era o serviço.
Ele mede ruído, calor ou agentes, confere os EPIs e anota o tempo de exposição de cada tarefa.
O laudo diz se havia risco e em que grau. As partes podem fazer críticas antes da decisão.
São crenças que fazem muita gente desistir de cobrar.
Achar que receber EPI elimina o direito. O EPI precisa neutralizar o risco de verdade, ser trocado e ter o uso fiscalizado.
Não pedir o PPP na saída. É o documento em que a própria empresa registra os riscos do seu posto.
Aceitar o grau mínimo sem conferir. O grau pago pela empresa nem sempre é o que a perícia confirma.
Achar que exposição de parte do dia não conta. Contato intermitente com o agente também pode gerar o adicional.
Trabalha ou trabalhou exposto sem receber o adicional?
Pedir análise do meu adicional de insalubridadeJunte o que tiver. O que faltar, o Dr. Paulo explica como conseguir.
As regras que o perito e o juiz aplicam.
Adicional de 40%, 20% ou 10% do salário mínimo, conforme o grau máximo, médio ou mínimo.
Adicional de 30% sobre o salário, sem as gratificações e prêmios.
A caracterização depende de perícia feita por médico ou engenheiro do trabalho.
Entregar o EPI não basta; a empresa precisa assegurar o uso efetivo.
Banheiros de uso público ou coletivo de grande circulação dão o grau máximo.
Pela regra atual, os dois adicionais não se somam: o trabalhador escolhe o mais vantajoso.
Por que pedir a análise aqui
Paulo Soares Advogado Trabalhista é o escritório do advogado Paulo Soares (OAB/BA 85301), especialista em direito do trabalho, área em que atua de forma prioritária. Atende trabalhadores e empresas presencialmente em Vitória da Conquista (BA) e online em todo o Brasil. Nos adicionais, a diferença está em descrever bem o ambiente e fazer as perguntas certas ao perito.
O Dr. Paulo Soares (OAB/BA 85301) atua de forma prioritária com causas trabalhistas e conhece as normas regulamentadoras.
A sua rotina é comparada com os anexos da NR-15 e da NR-16 antes do pedido.
As perguntas tratam do tempo de exposição, do EPI real e das tarefas de cada turno.
Data da perícia, laudo e audiência chegam pelo WhatsApp, sem você ter que ligar.
As ações da cidade correm na 1ª e na 2ª Varas do Trabalho, onde o Dr. Paulo atua.
Avaliações públicas de clientes no Perfil da Empresa no Google, consultadas em 03/10/2026.
Onde atende
Casos de adicional de risco são atendidos no escritório do Centro de Vitória da Conquista e online em qualquer cidade. A perícia acontece no local onde você trabalhou.
Trabalhadores de hospitais, frigoríficos, postos de combustível e serviços de limpeza de Itapetinga, Brumado, Barra do Choça, Poções, Anagé, Planalto e cidades vizinhas são atendidos online ou no escritório do Centro.
Contrato pelo celular e audiência trabalhista presencial ou por vídeo, de onde você estiver.
Avaliações
Os relatos abaixo são avaliações públicas do Google, mostradas só com as iniciais de quem avaliou.
"Um profissional de excelência, com trabalho impecável e ético."
"Ótimo profissional, muito atencioso! Tive uma ótima experiência."
"Recomendo, muito atencioso e competente!"
Perguntas frequentes
As dúvidas de quem trabalha exposto a risco. Cada resposta começa pelo que a lei diz.
Sim, pela regra que a Justiça do Trabalho aplica hoje, salvo quando a convenção coletiva prevê base maior. O STF proibiu usar o salário mínimo como indexador, mas, sem lei nova, ele continua sendo a base.
Sim. São 30% sobre o salário contratual, sem somar gratificações, prêmios ou participação nos lucros.
Quem trabalha exposto a agentes nocivos acima dos limites da NR-15, sem proteção que neutralize o risco. A perícia confirma a exposição e o grau.
Pela regra atual, não: a lei manda escolher o mais vantajoso, e o TST confirmou esse entendimento. O Dr. Paulo explica qual vale mais no seu caso.
Não necessariamente. O EPI só afasta o adicional se neutraliza o risco, é trocado no prazo e tem o uso fiscalizado. Isso é avaliado na perícia.
Dá, quando os banheiros são de uso público ou coletivo de grande circulação, como rodoviárias, shoppings e escolas. Em residências e escritórios pequenos, em regra não.
A lei prevê o adicional para quem trabalha com motocicleta. A aplicação depende da regulamentação em vigor e da forma de uso da moto no seu serviço, conferidas na análise.
Quando pago com frequência, entra em férias com 1/3, 13º, FGTS, aviso prévio e horas extras. Esses reflexos são cobrados junto.
Dá para usar outras provas, como o PPP, laudos antigos, perícia em local parecido e testemunhas. O juiz decide com o que for possível reunir.
Pode ajudar, mas a aposentadoria especial é um pedido no INSS, com regras próprias. O Dr. Paulo atua na parte trabalhista e orienta a guardar o PPP para o INSS.
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Motoboy, eletricista, vigilante e frentista, um por um.
A regra atual e como escolher o mais vantajoso.
Análise do adicional
Conte a sua função, o ambiente e a que você ficava exposto. O Dr. Paulo enquadra o risco na norma e responde com os próximos passos.
Prefere ligar? (77) 99839-0335