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Dúvidas trabalhistas de empresas

Acordo extrajudicial trabalhista: como funciona a homologação (art. 855-B)

O acordo extrajudicial trabalhista é um acerto feito entre empresa e empregado fora de um processo, levado ao juiz do Trabalho para homologação (arts. 855-B a 855-E da CLT). Os dois apresentam o pedido juntos, cada um com o seu próprio advogado. O juiz tem 15 dias para analisar, pode marcar audiência e pode recusar o acordo se ele prejudicar o trabalhador ou não estiver claro.

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O que é o acordo extrajudicial trabalhista

É um procedimento criado pela Reforma Trabalhista de 2017 para que empresa e empregado levem ao juiz um acordo que já fecharam, sem que exista um processo de cobrança. A homologação dá ao acordo a força de uma decisão judicial.

É uma ferramenta útil para encerrar discussões com segurança, desde que bem usada. A página de advogado trabalhista para empresas mostra como o Dr. Paulo atua na defesa e na prevenção de ações.

O passo a passo da homologação

O procedimento tem etapas definidas na CLT. A tabela mostra cada uma, quem participa e o prazo. No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Etapas da homologação do acordo extrajudicial trabalhista
EtapaQuem participaPrazo ou regra
Negociação dos termosEmpresa e empregado, cada um com advogadoSem prazo legal
Petição conjuntaOs dois advogados assinamArt. 855-B da CLT
Análise do juizJuiz da Vara do TrabalhoAté 15 dias após a distribuição
Audiência, se necessáriaJuiz, partes e advogadosA critério do juiz
SentençaJuizHomologa ou recusa
PagamentoEmpresaConforme o acordo

Enquanto o pedido é analisado, o prazo de prescrição dos direitos tratados fica suspenso.

Quando o juiz pode recusar o acordo

A homologação não é um direito automático das partes. O juiz analisa se o acordo é justo, claro e livre de vícios.

  • Renúncia evidente de direitos, com valor muito abaixo do devido.
  • Quitação ampla de tudo, sem dizer quais parcelas estão sendo pagas.
  • Sinais de que o empregado foi pressionado ou não entendeu o acordo.
  • Uso do acordo para encobrir uma fraude, como um vínculo não registrado.

O que o acordo quita

A segurança do acordo depende do que está escrito sobre a quitação. Um acordo que lista as parcelas e os períodos é mais fácil de homologar e de defender depois.

O alcance da quitação, se geral ou limitada às parcelas listadas, é um tema discutido nos tribunais. Por isso, a redação precisa ser feita com cuidado e conferida com a jurisprudência atual.

Cuidados da empresa antes de propor

Pague o acerto no prazo

O acordo extrajudicial não suspende o prazo de 10 dias para pagar a rescisão. O atraso gera a multa do art. 477, mesmo com o acordo em andamento.

Calcule o que é devido

Um valor muito baixo aumenta a chance de recusa. O cálculo correto protege a empresa e torna o acordo defensável.

Escolha o momento

Em situações de risco, como uma demissão delicada, o acordo pode ser parte do planejamento. Veja o guia sobre como demitir sem risco de processo. Empresas que também precisam se adequar às novas regras de saúde mental podem ler sobre NR-1 e riscos psicossociais.

Vantagens e riscos para a empresa

O acordo extrajudicial pode trazer segurança e economia, mas também tem riscos quando é usado sem cuidado.

Vantagens

  • Segurança jurídica: com a homologação, o acordo tem força de decisão judicial.
  • Previsibilidade: a empresa sabe quanto vai pagar e quando.
  • Menos tempo e desgaste do que um processo completo.

Riscos

  • Recusa da homologação, quando o acordo é desequilibrado ou mal redigido.
  • Quitação menor do que a esperada, se as parcelas não forem bem descritas.
  • Multa por atraso no acerto, se a empresa confundir o acordo com o pagamento da rescisão.

Quando a negociação não avança, as partes ainda podem tentar o acordo dentro de um processo, na audiência, com a participação do juiz.

Um exemplo de acordo extrajudicial

Um exemplo hipotético: uma transportadora desligou um motorista com 6 anos de casa. Havia discussão sobre horas extras de viagens longas. Depois de pagar o acerto no prazo, a empresa propôs um acordo para as horas extras.

Cada parte teve o seu advogado, o valor foi calculado com base nos registros de viagem e o acordo listou as parcelas e o período. O juiz marcou uma audiência rápida, ouviu o motorista e homologou o acordo.

Quando procurar um advogado

Antes de oferecer qualquer valor ao ex-empregado. A redação, o cálculo e o momento do acordo definem se ele será homologado e se protegerá a empresa.

Se o acordo não for possível e o caso virar processo, a audiência pode ser presencial ou por vídeo. Veja como funciona a audiência trabalhista.

Na análise, o Dr. Paulo confere os riscos, calcula os valores e explica, com clareza, se o acordo extrajudicial é o melhor caminho.

Enviar o caso da minha empresa para análise: o Dr. Paulo analisa o seu caso, no escritório de Vitória da Conquista ou online, e explica os próximos passos.

Perguntas frequentes

Empresa e empregado podem usar o mesmo advogado?

Não. A lei exige advogados diferentes. O empregado pode ser assistido pelo advogado do sindicato da categoria.

O acordo pode ser feito com quem ainda trabalha na empresa?

A lei não proíbe, mas acordos com o contrato em andamento costumam ser analisados com mais cuidado pelo juiz.

O acordo pode ser pago em parcelas?

Pode, desde que as parcelas e as consequências do atraso estejam claras no acordo.

E se o juiz recusar a homologação?

O acordo não produz os efeitos de uma decisão judicial. As partes podem ajustar os termos e apresentar de novo, ou seguir outro caminho.

Quanto tempo leva?

O juiz tem 15 dias para analisar o pedido, a contar da distribuição. Na prática, o tempo depende da pauta da Vara e de uma eventual audiência.

O acordo extrajudicial impede o empregado de processar a empresa depois?

Depende do que foi quitado na homologação. Por isso, a redação das parcelas e da quitação é o ponto mais importante do acordo.

O empregado pode desistir depois de assinar?

Antes da homologação, as partes podem rever o acordo. Depois de homologado, ele só pode ser questionado em situações excepcionais, como vício de consentimento.

O acordo extrajudicial precisa recolher INSS?

Precisa, sobre as parcelas de natureza salarial. Por isso, a discriminação das parcelas no acordo também importa para os encargos.

Qual Vara analisa o acordo extrajudicial?

Em regra, a Vara do Trabalho do local onde o empregado prestou serviço. Em Vitória da Conquista, as Varas do Trabalho da cidade.

Dá para incluir no acordo uma cláusula de sigilo?

Pode haver, desde que não impeça o trabalhador de exercer direitos nem de depor como testemunha. O juiz analisa essas cláusulas com cuidado.

Retrato de Paulo Soares, advogado trabalhista em Vitória da Conquista

Quem escreveu este guia

Paulo Soares, advogado trabalhista

Paulo Soares é advogado trabalhista, inscrito na OAB/BA sob o número 85301, formado em Direito pela FAINOR e pós-graduado em Carreira Trabalhista pela Faculdade Focus.

Paulo Soares Advogado Trabalhista é o escritório do advogado Paulo Soares (OAB/BA 85301), especialista em direito do trabalho, área em que atua de forma prioritária. Atende trabalhadores e empresas presencialmente em Vitória da Conquista (BA) e online em todo o Brasil.

Este guia foi escrito e revisado por ele. Ele explica a regra geral; o seu caso precisa de análise individual.

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