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Dúvidas sobre saúde no trabalho

Como provar doença ocupacional: lista de provas e para que serve cada uma

Como provar doença ocupacional? Você precisa mostrar duas coisas: que a doença existe e que o trabalho a causou ou piorou. A primeira se prova com exames, laudos e atestados; a segunda, com a descrição da sua função, o PPP, o histórico do INSS, fotos do posto e testemunhas. Na Justiça, um perito médico nomeado pelo juiz examina tudo e diz se há ligação com o trabalho.

Pedir análise do meu caso de doença ocupacional · Na maioria dos casos, a análise inicial não tem custo.

As duas partes da prova da doença ocupacional

Todo caso de doença ocupacional precisa responder a duas perguntas. A primeira é "qual é a doença e quão grave ela é". A segunda é "o que o trabalho tem a ver com ela". A segunda é sempre a mais difícil.

Quando as duas estão bem respondidas, os direitos aparecem: estabilidade, indenização e, às vezes, pensão. Eles estão explicados na página do advogado de doença ocupacional.

A ligação com o trabalho pode ser total ou parcial

A lei protege quando o trabalho causou a doença e também quando ele contribuiu para que ela aparecesse ou piorasse. É a chamada concausa. Uma hérnia que já existia e piorou com o peso carregado no serviço é um exemplo.

A lista de provas e para que serve cada uma

Nenhuma prova decide sozinha. O que convence o perito e o juiz é o conjunto, organizado em ordem de data. No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Provas da doença ocupacional e para que serve cada uma
ProvaPara que serveOnde conseguir
ASO de admissãoMostrar que você entrou saudávelSua pasta ou o RH
Exames periódicosMostrar quando os sinais começaramRH ou clínica da empresa
Exames de imagem e laudosConfirmar o diagnóstico e a gravidadeClínicas, hospitais, SUS
Atestados com CIDMostrar a frequência e a duração dos afastamentosGuardados por você
PPPMostrar os riscos do posto, registrados pela empresaA empresa entrega na saída
Histórico do INSSMostrar benefícios e perícias anterioresMeu INSS
Fotos e vídeos do postoMostrar postura, peso e repetiçãoSeu celular ou de colegas
TestemunhasConfirmar a rotina real e a falta de pausasColegas da mesma função

Faltou algum item? Não tem problema. Alguns documentos podem ser pedidos à empresa pelo juiz durante o processo.

O relatório médico: o que pedir ao seu médico

Um relatório bem feito vale mais do que vários atestados curtos. Peça ao médico que acompanha você um documento que descreva:

  • O diagnóstico e o código CID.
  • Desde quando você tem os sintomas e como eles evoluíram.
  • As atividades de trabalho que você relatou, como peso, repetição ou ruído.
  • As limitações que a doença causa hoje.
  • O tratamento feito e o que ainda é necessário.

O médico não precisa afirmar que a doença veio do trabalho. Basta descrever com cuidado. A ligação é analisada pela perícia.

Os documentos que a empresa tem e você pode pedir

As empresas são obrigadas a manter registros de saúde e segurança. Muitos deles ajudam a provar a ligação com o trabalho.

PPP, o perfil do seu posto

O Perfil Profissiográfico Previdenciário descreve a sua função e os riscos a que você ficava exposto. Ele deve ser entregue na saída.

Programas de saúde e de riscos

A empresa precisa manter programas de controle médico e de gerenciamento de riscos. Eles podem mostrar que o risco era conhecido e não foi controlado.

Fichas de entrega de equipamento

Mostram se havia proteção, como protetor auricular, e com que frequência ela era trocada.

Os papéis do INSS que ajudam o caso

Se você já passou por perícia do INSS, os laudos dela podem ser pedidos pelo Meu INSS. Eles mostram o que o perito do INSS viu, as datas e o tipo de benefício concedido.

Quando o INSS reconhece a ligação com o trabalho, inclusive pela presunção do NTEP, que liga certas doenças a certos ramos de atividade, isso fortalece o caso. Quando não reconhece, a Justiça do Trabalho pode chegar a uma conclusão diferente.

Como a perícia usa as suas provas

O perito médico nomeado pelo juiz lê os documentos, examina você e responde às perguntas enviadas pelas partes. Ele avalia se há doença, se há ligação com o trabalho e se há perda de capacidade.

Quanto mais organizada a linha do tempo, mais fácil para o perito enxergar a história: entrada saudável, sinais que aparecem, afastamentos, piora. Leve tudo em ordem de data no dia da perícia.

Um exemplo de caso bem documentado

Um exemplo hipotético: Luciana trabalhou 6 anos como operadora de caixa num supermercado. O ASO de admissão não registrava problemas. No terceiro ano, começou a ter dores no punho, com atestados de poucos dias. No quinto ano, um ultrassom mostrou tendinite nos dois punhos, e ela ficou 40 dias afastada pelo INSS.

Ela reuniu o ASO, os atestados em ordem, o ultrassom, o relatório do ortopedista descrevendo o movimento repetitivo, o PPP e o nome de duas colegas do caixa. Com esse conjunto, a linha do tempo mostra a entrada saudável, o início dos sintomas e a piora ligada à função.

Quando procurar um advogado

Vale procurar quando você tem um diagnóstico e desconfia que o trabalho tem a ver com ele, principalmente se foi afastado ou demitido. Organizar as provas cedo evita perder documentos antigos.

A perícia é o centro desses casos, e muita gente tem medo de pagar por ela. Com justiça gratuita, a União paga o perito e os honorários da empresa ficam suspensos se perder. Veja custos do processo e justiça gratuita.

Na análise, o Dr. Paulo monta a linha do tempo com você e explica o que cada documento mostra, antes de qualquer decisão.

Pedir análise do meu caso de doença ocupacional: o Dr. Paulo analisa o seu caso, no escritório de Vitória da Conquista ou online, e explica os próximos passos.

Perguntas frequentes

Meu médico não quer escrever que a doença é do trabalho. E agora?

Peça que ele descreva o diagnóstico, a evolução e as atividades que você relatou. A ligação com o trabalho é decidida pela perícia; o relatório não precisa fechar essa conclusão.

A empresa não me deu o PPP. Posso pedir?

Pode e deve. A empresa precisa entregar o PPP na saída. Se não entregar, peça por escrito; o juiz também pode mandar apresentar no processo.

Faço tratamento pelo SUS. Os documentos servem?

Servem. Prontuários e laudos do SUS têm o mesmo valor. Peça cópia do prontuário na unidade onde você é atendido.

Preciso de testemunha num caso de doença ocupacional?

Ajuda muito. Colegas podem confirmar o peso, a repetição e a falta de pausa, que nem sempre aparecem nos documentos da empresa.

A doença apareceu depois que saí. Ainda dá para provar?

Dá, se a ligação com o trabalho for comprovada. Nesses casos, a estabilidade pode ser reconhecida mesmo depois da demissão.

Retrato de Paulo Soares, advogado trabalhista em Vitória da Conquista

Quem escreveu este guia

Paulo Soares, advogado trabalhista

Paulo Soares é advogado trabalhista, inscrito na OAB/BA sob o número 85301, formado em Direito pela FAINOR e pós-graduado em Carreira Trabalhista pela Faculdade Focus.

Paulo Soares Advogado Trabalhista é o escritório do advogado Paulo Soares (OAB/BA 85301), especialista em direito do trabalho, área em que atua de forma prioritária. Atende trabalhadores e empresas presencialmente em Vitória da Conquista (BA) e online em todo o Brasil.

Este guia foi escrito e revisado por ele. Ele explica a regra geral; o seu caso precisa de análise individual.

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Pedir análise do meu caso de doença ocupacional

Na maioria dos casos, a análise inicial não tem custo. Se houver, você é informado antes.